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Bienal'19 Fotografia do Porto

Adaptação e Transição

De que forma podemos colaborar na transição para uma sociedade mais adaptada e sustentável? Como pode o pensamento e a criação artística contribuir para expandir o discurso em torno destas questões e traduzi-las em ação? «Adaptação e Transição» é o título da primeira Bienal Fotografia do Porto, cujo tema propõe uma relação dialógica com o contexto atual marcado pela crise social e ecológica que enfrentamos. Os seres humanos enquanto força de construção e destruição estão a mudar drasticamente a estrutura do planeta. A adaptação a um meio ambiente em profunda mudança e cada vez mais incontrolável é um desafio inevitável para todos os seres vivos, onde humanos, animais, plantas e outras formas de vida negoceiam a sua sobrevivência. Adaptar-se à transição é já uma inevitabilidade. Aceitar e iniciar essa transição é uma oportunidade de agirmos. Torna-se urgente redescobrir outras formas de pensar e olhar para a diversidade da vida de uma forma renovada e participante. Para continuar nesta jornada evolucionária de adaptação e transição é fundamental reorganizar o nosso conhecimento e percepções, explorar novas interações e hábitos, criar relações mais simbióticas entre o ser humano, os restantes seres vivos e a terra. Ou seja, estabelecer novos valores sociais, políticos e económicos que sejam ecologicamente sustentáveis.

Exposições

Oficinas

A Ci.CLO propõe um programa de oficinas que estão interligadas com o eixo temático da Bienal. O programa é desenhado a partir de formatos artísticos e educativos experimentais tendo como método formação-criação-ação. Estas atividades de formação consideram o que constitui uma prática artística com preocupação social e ambiental, e pretende contribuir para a integração das artes na sensibilização para uma cultura de sustentabilidade. As oficinas serão orientadas por artistas e educadores e visam partilhar ferramentas, diretrizes, recursos e conhecimento, apostando na cumplicidade com a comunidade a partir da criação de ações de formação públicas interativas, valorizando a interação e o envolvimento cívico coletivo.

Desenho e Coordenação Manuela Ferreira, Tiago Porteiro e Virgílio Ferreira.

Imersão na Paisagem - Caminhar - Parar - Reparar

Manuela Ferreira, Tiago Porteiro e Virgílio Ferreira

Residência artística em parceria com a Câmara Municipal de Paredes de Coura

Pontos-Chave: “O caminhar, mesmo não sendo a construção física de um espaço, implica uma transformação do lugar e seus significados. A presença física do homem num espaço (…) é uma forma de transformação da paisagem que, embora não deixe sinais tangíveis, modifica culturalmente o significado do espaço e, consequentemente, o espaço em si, transformando-o em lugar… uma ação que, simultaneamente, é ato perceptivo e ato criativo, que ao mesmo tempo é leitura e escrita de território!” (CARERI, 2013:51).

Esta residência convida a uma aventura existencial, ética e estética, através de uma experiência imersiva na natureza e no mundo rural, capaz de induzir a uma outra consciência e acuidade do olhar.

Objectivos: Os participantes são desafiados a cartografar, via fotografia e outras linguagens, a Paisagem Protegida do Corno de Bico. Será a pé que se irão desvendar as singularidades deste território. Na ação de caminhar serão também explorados protocolos performativos. A experiência pretende integrar momentos de marcha conjunta e momentos de deriva individual, momentos de partilha no seio do grupo e momentos de troca com a comunidade.

Destinatários: Estudantes, autodidatas e profissionais de fotografia ou de outras áreas artísticas e áreas ligadas aos estudos da paisagem - que pretendam desenvolver novas competências e adicionar novas perspectivas ao seu trabalho pessoal. Os candidatos deverão ter mais de 18 anos.

Local: Paisagem Protegida Corno do Bico

Datas: 23 de junho a 28 de junho

Horário: A definir

Inscrições: máximo de 12 participantes. Seleção feita a partir de uma pré-inscrição através do envio de uma carta de motivação ou de um portfólio com 5 a 10 imagens (1250 pixels lado maior) juntamente com uma biografia. Por favor enviar numa pasta Zip (com o primeiro e último nome) as imagens e biografia para o seguinte email: geral@ciclo-bienal.org (até dia 20 de junho)

Valores: Estudantes | 45€; Público Geral | 60€

Notas: Alojamento por conta da organização no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida do Corno de Bico (http://www.cornodebico.pt/portal/).

Cada participante deverá garantir os custos de viagem, parte da alimentação que será servida na cantina do centro (a preços reduzidos e com o apoio da Câmara Municipal de Paredes de Coura), e deverá utilizar o seu próprio equipamento.

A residência será lecionada em português e inglês.

Descoberta e Vivência do Mundo Natural que nos Rodeia: do Macro ao Micro

Cédric Pedrosa, Joana Guedes e Rita Cirne

Pontos-Chave: Forest School é uma abordagem educativa que defende a relação com a natureza enquanto espaço de aventura, descoberta e criação onde se desenvolvem aprendizagens de forma holística.

Objectivos: Convida-se toda a família a fazer vários percursos orientados no Parque da Cidade, onde se pretende estimular o exercício do olhar e da atenção sobre a natureza.

Focar e desfocar o olhar sobre a natureza e deixar-se deslumbrar pelo detalhe de cada elemento descoberto será o ponto de partida para colecionar pequenos tesouros que resultarão na composição estética dos elementos naturais.

Da partilha de experiências pretende-se reflectir e promover a vida na sua relação com a natureza, descobri-la nas suas lógicas e desenvolver aprendizagens.

Destinatários: Toda a família

Biografia resumida dos formadores:

Cédric Pedrosa: Formador líder Forest School e sócio co-fundador da Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal. Docente no Clip – Colégio Luso Internacional do Porto, onde está envolvido num projeto de Ensino na Natureza para alunos do pré-escolar. Exerceu a atividade de docência noutros países como a Polónia, Cabo Verde e Alemanha.

Joana Guedes: Formadora líder Forest School e sócia co-fundadora da Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal.

Desde 2015 foca a sua atividade enquanto educadora na Educação na Natureza. Trabalhou, , nos projetos - Limites Invisíveis (Coimbra), Gnomon (Escola Biosfera de Arcos de Valdevez) e no Ser EducAção (Soajo). Integra atualmente INGAH- Associação Educativa Humanista, sendo responsável pela coordenação dos Dias da floresta e Dias da horta.

Rita Cirne: Formadora líder Forest School e sócia co-fundadora da Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal. Ao longo de vários anos segue movimentos como Let the Children Play, Ser Criança é Natural, Território do Brincar, entre outros. Em 2017 cria o espaço de apoio educativo Play - Brincar para Crescer em 2017, programa pedagógico de atividades no exterior, em contexto de floresta e horta de agricultura biológica.

Valores:
Famílias | 4€ por cada elemento da família
Estudantes | 6€
Público Geral | 8€

PARQUE DA CIDADE
16 de junho
10h-13h
Número máximo de alunos: 17 pessoas. Seleção feita por ordem de inscrição.
A oficina será lecionada em Português.
Local de encontro: Parque de estacionamento (GPS: 41.170485, -8.678876)

Humanimal

Rita Castro Neves e Daniel Moreira

Pontos-Chave: A partir da exposição humanimal, esta dupla de artistas desenha uma oficina cujo universo poético, lúdico, vivencial e utópico se inspira na relação entre o humano e o animal, numa procura de rever a separação desalinhada que existe entre nós e o mundo.

Objectivos: Os participantes serão convidados a descobrir o jardim do Palácio de Cristal, observando e recolhendo elementos naturais (folhas, galhos, pedras...) que serão apropriados a partir do exercício do desenho e da performance. Destes materiais resultarão personagens humanimal que, posteriormente, serão fotografadas. Estes novos e inventados seres que nascem da intercepção entre o humano, animal e vegetal, abrem uma reflexão incorporada do nosso olhar e sua representação sobre a relação, ao mesmo tempo próxima e distante, da nossa condição e natureza animal.

Destinatários: Toda a família

Biografia resumida do formador: Artistas portugueses que vivem e trabalham no Porto. Com percursos expositivos separados, iniciam em 2015 um projeto colaborativo a propósito da representação da paisagem, em que refletem com o desenho, a fotografia e o vídeo, de forma instalada, sobre colaboração artística, diferentes técnicas e culturas artísticas, território, escala e percurso.

Parte do seu trabalho parte de percursos na natureza, residências artísticas e da ideia de experiência do lugar.

www.danielmoreira.net | www.ritacastroneves.com

Valores: famílias, 4€ por cada elemento; estudantes 6€; público geral 8€.

PALÁCIO DE CRISTAL
22 de junho
10h-13h
Número máximo de participantes: 16, por ordem de inscrição.
A oficina será lecionada em Português.

Do Inquérito Visual ao Manifesto

Marta Wengorovius

Pontos-Chave: Uma caixa com 17 lápis de cor, cada um deles com uma palavra inscrita e com instruções de uso (entre outras, corpo, comunidade, animal, silêncio, natureza). Serão esses os motes para o Inquérito Visual que vai ativar a ação (UM). Que espaço a palavra activa e ocupa em mim? Despertado um outro estado sensitivo favorável à criação (instalar o motor), em seguida, em cumplicidade com um outro parceiro (DOIS) expande-se o material anteriormente criado. Que diálogo a palavra agora produz? Através das experiências anteriores e por associação, o grupo (MUITOS) será, por fim, convidado a desenvolver a criação gráfica (colagem) de um manifesto. O que é preciso ter atenção no mundo? São as respostas que o grupo encontrar que irão ficar expostas, à vista de todos.

Objectivos: O Inquérito Visual progride e estrutura-se em três regimes distintos de relação - o individuo, o par e a comunidade nas suas múltiplas declinações. Os participantes terão a oportunidade de explorar, graficamente, ideias, questões e pensamentos em forma de um manifesto.

Destinatários; Toda a família

Biografia resumida da formadora: (1963, Lisboa) é artista visual. A sua pesquisa plástica e pessoal é multidisciplinar, dialogando com outras disciplinas artísticas e científicas. Em 2012 cria a metodologia Um, dois e muitos - que se baseia no estudo do movimento constante entre o Um (a Singularidade), o Dois (a Cumplicidade), e o Muitos (a Comunidade), consciente da presença deste movimento em todas as coisas vivas.

É doutoranda em Arte Contemporânea no Colégio das Artes, Universidade de Coimbra onde desenvolve a tese Um, dois e muitos. Expõe individualmente desde 1989.

www.martawengorovius.com

Valores
Famílias: 4€ por cada elemento da família
Estudantes: 6€
Público Geral: 8€

PALÁCIO DE CRISTAL
30 de junho
10h-13h/14h30-17h
Número máximo de participantes: 17, por ordem de inscrição.
A oficina será lecionada em Português.

The Future I Want

Alberto Giuliani

Pontos-Chave: A partir da exposição SURVIVING HUMANITY do artista Alberto Giuliani, será desenhada em conjunto com os participantes, uma vídeo-campanha de sensibilização que chama a atenção para a questão: E se o mundo acabasse amanhã?

Objectivos: Cada participante terá a oportunidade de criar um pequeno vídeo para a web, com uma mensagem que alerta para a acção – E tu, o que escolherias? O espírito da campanha é provocar e mobilizar os cidadãos a reflectir sobre a necessidade de cuidar do que temos e daquilo que podemos perder.

Destinatários: Estudantes, autodidatas, ativistas, profissionais de fotografia ou de outras áreas artísticas. Os candidatos deverão ter mais de 18 anos.

Biografia resumida do formador: Alberto Giuliani é fotógrafo, escritor e realizador. O seu trabalho fotográfico tem sido reconhecido pelos mais prestigiados prémios internacionais. As suas histórias foram publicadas na Vanity Fair, La Repubblica, Stern, entre outras. Realiza videos documentários para grandes companhias internacionais e campanhas não governamentais. É professor na Rossellini School of film em Roma onde ensina Storytelling.

Alguns dos seus livros de fotografia: Malacarne – Married to the Mob (ed. EDEL) and Nextonothing (ed. Logos). “Gli Immortali” (ed. Il Saggiatore) é o seu primeiro romance que será apresentado em Maio de 2019 na Feira Internacional do Livro em Turim.

Valores
Estudantes: 20€
Público Geral: 25€

CASA DO INFANTE
17 de maio
10h-18h (com pausa para almoço)
Número máximo de participantes: 20
A oficina será lecionada em inglês

Cenários Futuros: Como Fotografar as Alterações Climáticas

Lena Dobrowolska & Teo Ormond-Skeaping

Pontos-Chave: É possível fotografar as alterações climáticas? Neste workshop, os artistas pretendem responder à pergunta através da partilha de temas como a História da Fotografia do Clima e conceitos como a Natureza na sua relação com a fotografia e a arte, o Antropoceno, Ecologia sem Natureza, 1ª e 2ª Natureza e Ecologia Queer. Também serão abordados temas com o pós-colonialismo, modos de descolonização, racismo ambiental e justiça climática. Assim como modos de colaboração com investigadores e formas de trabalhar neste meio. E ainda a importância de investigar e estruturar um projecto nesta área e formas de colaborar com outros artistas.

Objectivos: Os participantes terão a oportunidade de realizar vários exercícios tendentes a especular sobre possíveis narrativas sobre cenários do futuro, a partir de imagens trazidas por cada um. O workshop fechará com a discussão sobre o poder da narrativa na forma como é capaz de desenhar o futuro.

Destinatários: Estudantes, autodidatas, ativistas, profissionais de fotografia ou de outras áreas artísticas. Os candidatos deverão ter mais de 18 anos.

Biografia resumida dos formadores: Lena Dobrowolska & Teo Ormond-Skeaping são uma dupla de artistas que trabalha no cruzamento da fotografia, documentário, filme, realidade virtual, instalação e pesquisa. Começaram a sua colaboração em 2012, depois de terem feito uma viagem juntos à China. Desde essa altura trabalham em projectos relacionados com as alterações climáticas, nomeadamente em regime colaborativo, com ONG’s, decisores políticos e instituições, tais como: The British Antarctic Survey, The Scott Polar Museum, The Tyndall Centre, The International Centre For Climate Change And Development in Bangladesh (ICCCAD), The IIED, UNHCR, Jesuit Refugee Services, Louisiana Environmental Action Network and The Royal Geographic Society.

Os seus últimos trabalhos foram desenvolvidos na China, Nepal, Bangladsesh, Uganda, Laos PDR, USA.

Valores
Estudantes: 20€
Público Geral: 25€

REITORIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
19 de maio
9h-12h; 13h-17h
Número de participantes: 15 mínimo / máximo 30, por ordem de inscrição
Cada participante deverá utilizar o seu próprio equipamento.
A oficina será lecionada em inglês.

Uma Campanha para o Nosso Planeta! O que Fazemos Conta!

Constanze Flamme

Pontos-Chave: Numa escola da cidade a artista e um grupo de alunos criarão em conjunto uma campanha activista alertando para as alterações climáticas/ aquecimento global.

Objectivos: Partindo de uma metodologia reflexão-acção, os participantes terão a oportunidade de explorar diferentes media na criação de uma campanha - fotografia, storytelling, escrita e vídeo.

Destinatários: 20 alunos mais professor(es) acompanhante(s).

Biografia resumida da formadora: Fotógrafa e artista visual, vive em Berlim. A artista usa uma abordagem ensaística para tratar tópicos sobre aspectos socioeconómicos e ambientais da sociedade. A sua obra explora o espaço entre o factual e o metafórico, o mundano e o político e move-se entre a estrutura documental e a condensação pictórica. Estudou Comunicação Visual no FH Potsdam e Fotografia na Gerrit Rietveld Academie em Amsterdão e recebeu bolsas da Akademie der Künste, de Berlim, da Stuttgart e da VG Bildkunst, de Bonn. O seu trabalho tem sido exibido em Berlim e internacionalmente.

ESCOLA BÁSICA AUGUSTO GIL
21 de maio
9h30-12h30 (se necessário durante a tarde entre as 14h30 e as 16h30)
Número de alunos: máximo 20 alunos mais professores acompanhantes.
A oficina será lecionada em inglês.

Sinais Exteriores de Gentrificação

Álvaro Domingues

Pontos-Chave: Conceito de gentrificação – perspetiva histórica e diferentes sinais do processo de gentrificação na cidade do Porto.

Objectivos: O workshop tem como ponto de partida a partilha de informação sobre a gentrificação na cidade do Porto, a que se seguirá um momento de trabalho de campo realizado pelos participantes que culminará com uma sessão de apresentação e discussão do trabalho desenvolvido.

Destinatários: Fotógrafos, arquitetos, geógrafos e urbanistas que tenham alguma relação com a fotografia; estudantes destas áreas.

Biografia resumida do formador: Álvaro Domingues é geógrafo e professor/investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Na investigação concentra-se nas áreas da Geografia Urbana e da Paisagem, colaborou com instituições como Porto 2001, Capital Europeia da Cultura (1999- 2000), Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Manuel dos Santos e várias Universidades portuguesas e estrangeiras. Para além do seu trabalho académico, desenvolve actividade no campo da fotografia, do ensaio e da performance. Participou na X Bienal de Arquitectura de S. Paulo, 2013, na 14a Bienal de Veneza de 2014, "Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território], Paisagem e povoamento", 2016. Das suas publicações destacam-se: Vida no Campo, 2012, A Rua da Estrada, 2010, Políticas Urbanas II, 2011, Paisagens Transgénicas, 2012.

Valores: estudantes 15€; público geral 20€

CASA COMUM - REITORIA UP
1 de junho
10h-18h (com pausa para almoço)
Número de participantes: máximo de 20 participantes, por ordem de inscrição
Cada participante deverá utilizar o seu próprio equipamento.
A oficina será lecionada em Português e Inglês.

Simpósio

8 Junho, 15h, Auditório da Biblioteca Almeida Garrett Jardins Palácio de Cristal

A proposta curatorial da Bienal'19 considera o papel da prática artística como meio de reflexão e sensibilização para o desenvolvimento de estratégias de sustentabilidade.

Durante o simpósio foi apresentada a publicação Creative Responses to Sustainability - Portugal Green Guide 2019, uma edição da ASEF Fundação Ásia-Europa desenvolvida em parceria com a Plataforma de Fotografia Ci.CLO.

O simpósio reúne artistas, curadores e investigadores para debater questões relacionadas com os temas da Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto. Nomeadamente, Virgílio Ferreira, diretor artístico da Ci.CLO Bienal e coordenador da publicação; Valentina Riccardi, representante da Fundação Ásia-Europa e coordenadora do Green Guide; o orador convidado Tim Clark, curador e editor da revista de fotografia londrina 1000 Words Magazine; e os investigadores do projeto Guia Verde: Gil Penha-Lopes, ativista e investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Nancy Duxbury, investigadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; Ana Carvalho coordenadora do mapeamento do Guia Verde; Jayne Dyer, artista e investigadora.

No final da mesa redonda houve uma sessão de discussão, no sentido de estimular outras perspectivas sobre os conteúdos e ideias apresentadas pelos oradores. Um grupo de convidados que ocupa o lugar da plateia, e o público do simpósio foram convidados a participar na discussão, contribuindo para expandir as questões levantadas durante o debate.

Publicação Green Guide

A publicação Creative Responses to Sustainability – Portugal Green Guide 2019, é uma edição da ASEF Fundação Ásia-Europa desenvolvida em parceria com a Plataforma de Fotografia Ci.CLO.

Este guia, publicado pela primeira vez na Europa, faz um mapeamento de algumas das estruturas artísticas portuguesas comprometidas com questões sociais e ambientais. O Guia Verde apresenta organizações artísticas inovadoras que realizam atividades ancoradas em culturas de sustentabilidade. O Guia Verde oferece uma visão global do impacto deste trabalho que visa estimular a colaboração e a discussão entre um público amplo, incluindo setores culturais, governamentais, ambientais e comunitários.

Creative responses to Sustainability – Portugal Green Guide 2019 é o sexto desta série de Guias Verdes encomendada e publicada pela ASEF Fundação Ásia-Europa.

A edição desta pesquisa será publicada pela ASEF através do seu portal de artes online culture360.ASEF.org estando disponível para download gratuito, tal como as edições dos Guias Verdes anteriores sobre Singapura, Coreia, Indonésia, Austrália e a cidade de Berlim.

O lançamento da publicação aconteceu no dia 8 de junho de 2019, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, durante o Simpósio da Bienal'19 Fotografia do Porto.

Concertos Solilóquios

Solilóquios alia-se à Ci.CLO Bienal com três músicos de renome internacional que se destacam pelo seu trabalho original: Luís Bittencourt explora o potencial instrumental de diferentes objectos, materiais e elementos naturais como a água; Pierre Bastien, alimentando-se do universo surrealista, constrói orquestras mecânicas a partir de peças de Meccano e engrenagens ativadas por pequenos motores; Rodrigo Amado, além do seu percurso pelo mundo do Jazz com grande destaque internacional, cria em paralelo o seu próprio trabalho fotográfico que será projetado durante o concerto.

Solilóquios é um ciclo independente de performances a solo, incidindo essencialmente em música improvisada, reunindo algumas das mais criativas propostas nacionais e internacionais.

Luis Bittencourt

Luís Bittencourt (Brasil), dedica-se sobretudo à música instrumental contemporânea, escrita e improvisada, e à exploração do potencial instrumental de diferentes objectos e materiais. As suas performances incluem desde instrumentos de percussão standard, como o vibrafone, até instrumentos pouco difundidos como o waterphone ou o xylosynth, ou qualquer tipo de objectos sonoros e materiais. No Solilóquios apresentará um repertório em que usará essencialmente a água como instrumento percussivo.

Colaborou com Lee Ranaldo e Leah Singer (Sonic Youth), Jeffrey Zeigler (Kronos Quartet), David Cossin (Bang on a Can), Angelica Salvi e Phill Niblock, entre outros.

"Mestre de experimentação, o brasileiro Luís Bittencourt junta todo o género de instrumentos com objetos do quotidiano" in Revista Visão

Pierre Bastien

Nascido em 1953 (Paris), Pierre Bastien combina sons de trompete de bolso com um conjunto de autómatos musicais, construídos por si, desde há 40 anos, a partir de peças de Meccano e engrenagens ativadas por pequenos motores, capazes de desencadear movimentos e percussões. A colorida orquestra mecânica que daí resulta realiza aleatoriamente peças curtas, encantadoras e hipnóticas.

O seu território criativo é essencialmente um território literário. Alimenta-se do surrealismo e de toda a literatura de André Breton e Raymond Roussel, dos poemas desenhados por Francis Picabia e dos países imaginários de Henri Michaux. Internacionalmente reconhecido, a sua lista de colaborações é tão colorida quanto a sua música, incluindo os músicos Pascal Comelade, Robert Wyatt, Mats Gustafsson, o vídeo artista Pierrick Sorin, o estilista Issey Miyake, entre outros.

"One of the most influential experimental musicians working in the field" Cafe Oto

Rodrigo Amado

Rodrigo Amado é um dos músicos portugueses em maior destaque internacionalmente. Em 2015 e 2017 ficou em primeiro lugar na categoria de saxofone tenor para a votação anual do El Intruso, que reúne um painel de cerca de cinquenta críticos internacionais das principais publicações de jazz, como Downbeat, Village Voice, Free Jazz Collective ou All About Jazz.

Nas suas colaborações contam-se nomes fundamentais da música nacional e internacional como Joe McPhee, Peter Evans, Steve Swell, Herb Robertson, Dennis Gonzalez, Matthew Shipp, Carlos "Zíngaro", João Peste, Sei Miguel, Vítor Rua, ou Mão Morta.

Nos seus múltiplos projectos destaca-se igualmente o seu trabalho fotográfico, que irá apresentar durante o seu concerto no Solilóquios.

"Amado is an emerging master of a great tradition, more apparent with each new recording or performance." Stuart Broomer

Equipa

A Bienal reúne em cada ano um grupo de curadores, artistas, investigadores e técnicos, que se conjugam com a equipa da Ci.CLO.

Direção Artística Virgílio Ferreira
Curadores Krzysztof Candrowicz, Emma Bowkett, Eduarda Neves, José Maia, Susana Lourenço Marques, Diogo Bento, Pablo Berástegui Lozano, Pedro Leão Neto, Miguel Paiva, Luísa Fragoso
Artistas Alberto Giuliani, Ana Miriam, Antónia Nascimento, André Coelho, Artur Neto, Artur Urbanski & Ewa Ciechanowska, Camila Zminko, Carla Maciel, Catarina Carneiro, Cláudio Reis, Claudius Schulze, Chana de Moura, Constanze Flamme, Daniel Moreira & Rita Castro Neves, Diana Carvalho, Dinis Santos, Diogo Bento, Duae Collective, Edson Chagas, Eduardo Silva, Gonçalo Almeida, Hélder Sousa, Inês Taveira, Jayne Dyer, João Gigante, Jion Kim e Artur Leão, João Paulo Lima, Katrin Koenning, Kovi Konowiecki, Lena Dobrowolska & Teo Ormond-Skeaping, Leonardo Motta Campos, Lisa Hoffmann, Lien Botha, Lucas Foglia, Mandy Barker, Maria Oliveira, Marta Ferreira, Martin Errichiello & Filippo Menichetti, Miguel Refresco, Nahir Capelo, Raquel Nunes, Nicole Tsangaris, Sarker Protick, Sérgio Leitão, Sérgio Rolando, Sofia Augusto
Gestão do Projeto Ana Carvalho
Contabilidade Alcide Pestana
Produção Ana Cidade Guimarães e Daniela Ferreira
Consultores Krzysztof Candrowicz, Jayne Dyer, Maria do Carmo Serén, Manuela Ferreira e Tiago Porteiro
Design gráfico Nuno Brito e Cunha
Comunicação Guilherme Pinto dos Santos
Assessoria de imprensa Andreia Abreu e Nuno Cobanco
Desenvolvimento Web Ricardo Mendes
Impressão e acabamentos Marco Rocha e Raquel Ramos - LUMEN Imaging & Design Studio
Tradução Fernanda Romero
Desenho e Coordenação Oficinas Manuela Ferreira, Tiago Porteiro e Virgílio Ferreira
Formadores Oficinas Alberto Giuliani, Álvaro Domingues, Cédric Pedrosa, Joana Guedes e Rita Cirne, Constanze Flamme, Lena Dobrowolska & Teo Ormond, Manuela Ferreira, Tiago Porteiro e Virgílio Ferreira, Marta Wengorovius, Rita Castro Neves e Daniel Moreira
Apoio à produção Beatriz Frutuoso
Apoio técnico e montagem Ricardo Ivo Alves e Pedro Guimarães

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