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O geoparque não é apenas um sítio, mas uma multiplicidade de sítios. Nele está contida uma história da Terra e a história de um território singular – o Algarve. Há a beira-mar, o barrocal e a serra. Todos interligados horizontalmente numa série de camadas sobrepostas. Como os menires apontam, há também um sentido vertical: um acima e um debaixo da terra. Acima temos questões e paradigmas como a agricultura, o turismo e a energia. Abaixo, nas cavernas feitas pela água habitam morcegos e pseudo-escorpiões que é importante preservar.

NUNO BARROSO, 2020


Iniciativa relacionada: Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira

Proteger e valorizar uma história com 350 milhões de anos

A geodiversidade do aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira remonta há 350 milhões de anos, altura em que se começou a “desenhar” a serra algarvia, marcada pelos grauvaques e pelos xistos argilosos. Mas nem só nas rochas se grava a história: este território é habitado desde a Pré-História, há pelo menos 20 mil anos.

Tendo como pano de fundo o envolvimento das comunidades locais, o Município de Loulé está comprometido com a valorização deste património natural e cultural. O objetivo deste projeto é promover o conhecimento sobre o território através da criação de sinergias entre atividades culturais, ambientais, sociais, científicas, educacionais e turísticas, assegurando as condições para um desenvolvimento sustentável e solidamente alicerçado numa economia verde e socialmente equilibrada.

Mais info aqui.

Trabalho desenvolvido no âmbito do programa Sustentar, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé.

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